rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sábado, setembro 30, 2006

AGUSTINA, SEMPRE-JOVEM ESCRITORA!






Das Letras, um monumento,
do norte, também emblema,
seus livros são um fermento
são jóias em diadema!

Mulher forte, intemporal,
merece a perenidade,
a maior de Portugal,
vive eterna mocidade!

Sempre jovem, sempre bela,
com beleza interior
uma candura singela
na moldura do amor...

Literatura excelente,
com aroma fascinante
para mim, grande expoente,
da qualidade, garante.

Escrever é derramar
sua veia criadora;
Agustina é lapidar
é genial escritora!

Matusalém

Zeca Afonso, regressa! A democracia prostituíu-se!!!








Com tuas baladas deste
Ao Povo outra animação!
E o País predispuseste
A lutar contra a opressão!!!

Hoje em dia percebemos
Como agora fazes falta!...
Déspotas, é o que mais temos,
Faz falta avisar a malta!...

Argentários têm à trela
Uns canídeos presidentes
Democracia? Que é dela?
Corrompeu-se co'os presentes!!!

Um apartamento aqui,
Relógio de ouro acolá,
Um jipe também já vi
Nas mãos de algum marajá!...

Mega-corrupção à solta!
Comem tudo estes glutões
A isto há que dar a volta
Não tenhamos ilusões!...

Zeca Afonso volta cá
Junta a tua à nossa voz
Tanta corrupção tratá
Uma exploração atroz!!!

Rouxinol de Bernardim

Vila Real, uma amiga inolvidável!
















Como sintetizar tanta beleza
Que ostentas, com orgulho merecido?!
Aqui, Nasoni deu mais realeza,
Com algum barroquismo bem urdido!...


O Solar de Mateus, tão fascinante,
Relíquia arquitectónica sem par...
E as corridas, em tempo não distante,
Foram cartaz condigno e popular!


Douro e Marão contemplam teu fulgor
Observando, respeitosos, teu progresso;
Até Deus!... também quer o teu sucesso!


Crescendo, sê maior, também melhor,
Preserva bem a flora em teu redor...
Vila Real amiga, não te esqueço!

Rouxinol de Bernardim

Vila Real, uma amiga inolvid

Vila

sexta-feira, setembro 29, 2006

Na Ilha do Pau-mandante...




O "Fiel" e o Fidel...


Cada qual o seu papel...




Enviava papelinhos
A um tal sub-director
Eram sempre recadinhos
Do Grande Controlador!


Joga em antecipação!
Estratégia combinada...
Se for preciso, é "ladrão"
Mesmo que não roube nada...
No ministro da saúde
Quero porrada bem grossa
Usa linguagem rude
O tipo merece a coça!
Segue a estratégia acertada
Cumpre bem o teu papel
Que ninguém saiba de nada
Confio em ti, meu "Fiel"!
Se for aí a "tolinha"
Não lhe dês qualquer guarida...
É jardim, a coitadinha...
De ideias, pouco florida...
Chegarás a director!
Cumpre bem tua missão
Confia no professor
E farás um papelão!
Pruridos, deita fora!...
Escrúpulos, coisa antiga!...
Segue assim p'la vida fora
Terás o rei na barriga!
Cumpre à risca as instruções
O papel é p'ra queimar!
Cuidado com espiões...
No lixo vão procurar!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Quem são os pais do défice?


Um dos pais do défice.




O défice foi crescendo
À sombra do populismo
E todos vamos sofrendo
Por causa do despesismo!
Festas por tudo e por nada
Regabofe e foguetório
Agora vem a pancada...
Vai o Zé p'ró purgatório!
A crise?... Paga o povão!!!
Dizem "eles", em clamor!
Acabou-se a reinação
Paga justo e pecador!
Populismo desalmado
Festejando até fartar
Do défice é pai chapado
Não há nada que enganar!!!

Rouxinol de Bernardim

Amor em tempos de crise!







Em tempos de contenção
O Amor é um achado...
Não há cinto nem travão
Que o faça ficar parado!

Se é fogo preso ou de vista
Não importa a distinção
O nosso amor é a pista
Onde baila o coração!

Na fogueira do amor
Há forte contradição:
Nem sempre o muito calor
Acende grande paixão!

Trevo da sorte eu não vi
Mas tenho melhor, agora,
O amor que há em ti
Não me atrevo a deitar fora!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, setembro 27, 2006

OS CLÃ, em carne viva...






Uma discreta harmonia
Um encanto sedutor
Não é música... é magia!
É segredo de alquimia
São os CLÃ, se faz favor!

É flor audiovisual
No jardim das emoções
É perfume intemporal
Expoente magistral
Que faz vibrar multidões!

Orgia de luz e som
Um belo luar de Agosto...
De estrelas constelação
Orgulho de uma nação
Que o mundo aplaude com gosto!

Em carne viva o amor
É mais forte e natural...
Não é só pulsão carnal
E até se preciso for:
Uma paixão musical!

Rouxinol de Bernardim

Vila Praia de Âncora, um oásis...












Em Âncora a Vila Praia
Não há defeito que aponte...
Só espero que o sol não caia
Ao baixar ... no horizonte...

Um bom salmão comi
Nesta terra centenária
É bom passar por aqui
Se gostar de culinária...

Nas ruelas estreitinhas
Carros passam devagar
São cardumes de sardinhas
No alto mar a nadar.

As gaivotas, lá no forte,
Falam de crise danada
Quando sopra o vento norte
Não conseguem pescar nada...

E se algum dia ancorar
Nesta terra ensolarada
O bom vinho vá provar
É divina... esta pomada!

Rouxinol de Bernardim

Lagos, página de oiro na nossa História!









Gil Eanes daqui lá foi zarpando
Rumo ao mítico e fero Bojador...
Em Lagos, uma elite foi criando
Um Portugal do globo precursor!


Ínclita Geração desabrochou,
De mãos dadas com Sagres, o Infante
Arte de marear nos ensinou,
Saga das Descobertas foi avante!


Tuas praias se ufanam dessa glória
Novos mundos ao mundo foram dar
Mareantes d'aquém e d'além-mar!


Pedras vivas resguardam a memória,
São veros testamentos, com História,
Da Pátria Lusitana, milenar!


Rouxinol de Bernardim

Filipa de Lencastre, mãe-paradigma






Mãe extremosa, ínclita mulher,
Sublime educadora; Portugal
Com ela, foi um berço de cultura,
Um marco de instrução, voz mundial!


Exemplar cidadã, esta rainha,
Paradigma na arte de ensinar,
Paixão pelas ciências ela tinha,
Bendita herança aos filhos foi legar!


Filipa de Lencastre foi materna
Criatura, de ilustre fidalguia;
Um preito e homenagem sempiterna


Eu lhe tributarei com alegria,
Pois esta geração nova e moderna,
Tem nela um bom modelo e um bom guia!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 26, 2006

Sintra: dez pecados mortais!...












Em Sintra mora a paixão
E a arte de bem viver
Serra e mar em comunhão
Terra de sonho e lazer...

Sintra guarda a memória
De passeatas reais
Monumentos são História
Falam-nos com seus sinais!

O passado se renova
E ao futuro dá a mão
Esta Sintra é uma trova
Ao Amor e à Paixão!

Tuas moçoilas ridentes
Andorinhas a voar
São chamas incandescentes
Faúlhas de um amor sem par...

Sintra é musa inspiradora
De poetas e de artistas
Sua imagem sedutora
É palco de mil conquistas!

Suas queijadas, cartaz
De bela gastronomia
São motivação que faz
Uma cidade-iguaria!

A brisa do mar nos fala
De amor e damas fatais...
A serra... perfume exala
E nos faz amar demais!...

De Sintra levo saudade
Até do ar que respiro
Augusta e nobre cidade
Da capital um retiro...

Na primavera descobres
O viço da natureza
Mas no verão tu nos cobres
Com viço... da boa mesa!...

Na charrete do passado
Voamos com nostalgia
E andamos de braço dado
Co'o Amor e co'a Poesia!!!


Rouxinol de Bernardim

domingo, setembro 24, 2006

Em Leiria Santa Isabel se desnuda...




Herdeira de Callipo, bela herança!
D. Dinis te dotou de bom pinhal...
Vastíssimo, que a vista não alcança
Berço da caravela nacional!

Paio Guterres foi teu salvador,
Te retirou à garra sarracena...
D. Dinis, excelente lavrador
Poetando... no Lis molhou a "pena"...

Santa Isabel no Lis lavou as mãos,
Se desnudou, talvez, com seu amado
D. Dinis, o seu Príncipe encantado!

Ourique!, nobre saga dos cristãos!
Altar-mor de guerreiros viris, sãos,
Por nós eternamente recordados!...

Rouxinol de Bernardim

Asnocracia pura!!!






Vai andando por aí:
Câmaras municipais,
Nos seguros já a vi...
Na banca ... e até tribunais!

Mafiosa e prepotente
Maltrata a lei e o bom senso...
É meretriz indecente
Amante do cifrão... penso!

De uma estupidez sem peias
Cheiro a presunção, intenso!
É bem curta das ideias
Mas o seu rabo é imenso...

Se tem o poder, então,
Procura um efeito cénico:
Sem argumentos à mão
Lança mão do "esquizofrénico"!...

O País vai infestando
Da Madeira até Caminha...
Cada vez mais vai medrando
Asnocracia daninha!...

Asnocracia é simplória
Muita empáfia ela denota
'stá sempre a cantar vitória
Mesmo na maior derrota!!!


Rouxinol de Bernardim

Sophia de Mello Breyner Andresen




Coragem e pureza são matriz
Desta escritora livre e sem tabus...
Amante de sonhar e tão feliz
Na arte de encantar e fazer luz!...

Sua escrita é magia encantatória,
A ternura se casa com o amor
E nos prende e surpreende em cada história
Plena de sedução, de luz e cor!...

Me rendo totalmente a este sol
Que inebria com raios ternurentos;
Excelsa poetisa, de bom escol!

Ao mergulhar no mar dos sentimentos
Sophia nos empolga, qual farol,
Que nos atrai e guia os pensamentos!...

Rouxinol de Bernardim

BRAGANÇA





Princesa do nordeste, rica em flora,
Potencial agrícola sem par,
A seda foi orgulho teu, outrora,
Mas o progresso tarda a cá chegar...

Desertificação há que evitar,
Dinamizando polos de atracção;
Bragança é um gigante a despertar
Que será o motor da região!

O carácter da gente solidária
É granítico, forte e vertical;
Transmontano tem gene liberal!

A cultura é anímica, gregária,
É força propulsora libertária;
Bragança é dinastia, é Portugal!

Rouxinol de Bernardim

sábado, setembro 23, 2006

ROTWEILLER VAIDOSO!!!





Oh! Narciso presumido
Oh! pavão tão emproado...
Da vida... és um vencido
Da honra... um invertebrado!


Zéfiro te espalha as fezes...
Do demo... és corrimento...
Aos deuses, ainda que rezes
Não terás acolhimento!


És cinza, és esterco, escarro...
Oh! pútrida criatura,
És um frágil pé de barro!


Tua coleira é loucura
Oh! canídeo com que esbarro,
O teu ego ... é uma tortura!!!

Rouxinol de Bernardim

ZÉ POVINHO!







Passarinho não inveja
O viver dos passarões...
Democracia deseja
P'ra todos, sem excepções!...


No mar da prosperidade
Há tubarões a nadar...
E a sua voracidade
Os peixinhos vai matar!...


Humilhada e perseguida
Anda a pobre honestidade...
Uma gaivota perdida
Em noite de tempestade!...


A transparência ficou
Atracada junto ao cais...
Ao mar nunca mais zarpou...
Nunca... nunca... nunca mais!...


Num mar de contentamentos
Navegam alguns autarcas...
Até "pescam" apartamentos
Isto ultrapassou as marcas!...


Abre a pestana, Zé Povo!
Quem te avisa é o rouxinol...
Corrupção é isco novo
Usado no... velho anzol!...

Rouxinol de Bernardim

Viseu, lusitana cidadania!...














Viseu nos presenteia com a História
Da heróica resistência ao invasor;
Cava de Viriato, suma glória,
Deste tão lusitano pundonor!...

O clarão que esparzis, oh viseenses,
Facho de lusitana rebeldia...
É farol de virtudes bem castrenses,
É matriz cultural, cidadania!...


Viseu é uma lição bem lusitana,
Que inspirou o grande épico, Camões!
O fero Luso, a todos nos irmana!

Por isso, há que louvar estes varões
Que, com sua coragem quase insana
Derrotaram romanos Cipiões...

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, setembro 22, 2006

Figueira da Foz, a cereja...





Mondego te enlaça e beija
E te ama no areal...
Figueira, és linda cereja
No bolo que é Portugal!

Figueira, de encantos mil,
Cidade luxuriante,
O verde e o azul anil
Te fazem mais fascinante!

Tua gente é cordial
Alegre, sabe folgar,
Tem o carácter do mar...

Tem maré viva, tem sal,
E paixão torrencial
Que nos faz sempre voltar!

Rouxinol de Bernardim

O MENTIROLAS...


És o mal e caramunha,
Mentiroso compulsivo...
A mentira sempre à cunha
No vómito discursivo!...

E mentes a toda a gente
E... a ti próprio também!
Mitómano impenitente
Já não convences ninguém!

Mentira torpe e nojenta
Que mente vil já pariu...
Gangrena mais purulenta
Que alguma vez existiu!

És reles mitomania,
Desprezível impostor...
Na tua alma a cobardia
Vegeta que nem bolor!...

És um réptil repelente
Verme de sepultura,
Tens veneno de serpente
No lodaçal da loucura!

Escreves odes fecais
Sua cloaca falante...
Metes nojo aos animais
Tu não passas... de um pugante!!!

Rouxinol de Bernardim

Cego do Maio, Poeta e grande "lobo-do-mar"...




Póvoa de Varzim tão bela!...
De gente de bem-fazer
Tens a volúpia singela
Da capitosa donzela
Chamada Varzim-Lazer!...
Com teu "apito Dourado"
Onde crepitam paixões
Fruto de amor acendrado
Ao poder desnaturado
Cemitério de ambições!
Póvoa do Mar, tão querida,
Oh! gaivota imaculada,
Oh! tanta vida perdida
Pela ambição desmedida
De gente desnorteada!
Oh! Senhora da Assunção
Olhai pelos poveirinhos!...
Esqueceram a oração
Adoram corrupção
Crime de alvos colarinhos!...
O mar, mágoas vai carpindo,
Também ele entristecido...
Peixinhos lá vão fugindo
E os tubarões sorrindo
Vão sugando o próprio Estado!!!
São Pedro!!! Porque esperais?
Vinde pregar sem demora!
Há tubarões por demais
Açambarcam capitais
Deixam peixinhos à nora!!!

In JN de 03-02-2006
Excerto da entrevista com Imaginação...
Rubrica "Desabafe connosco"
Autor: JOTEME

quinta-feira, setembro 21, 2006

"Gaia amiga!", um bom exemplo!




Tantos olham a velhice
Com desprezo e com desdém;
Ouvi-los? Pura tolice!
Só mesmo quando convém!

Só com eleições à porta
Falam deles... com respeito;
No resto, ninguém se importa
Nem de falar têm direito!...

Mas... "Gaia amiga" é diferente!
Está atento, o Rouxinol,
Os velhos também são gente
Merecem lugar ao sol!

Por isso... tiro o chapéu
À câmara do Menezes...
Antecâmara do céu,
Exemplo a seguir... às vezes!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, setembro 20, 2006

Rui Veloso, o senhor "Porto Sentido"!











"Chico Fininho" empolgante
Mai-lo seu "Porto Sentido"
Epopeia fascinante
Já por "pai do rock" é tido!

Estela no firmamento
Lucilante, alto astral,
Rui Veloso é um portento
Torna maior... Portugal!

Voz dolente, da Ribeira,
Do Douro tão imponente
O "Chico" da Cantareira
Orgulho da nossa gente!

O talento, a vida ensina,
Só contempla alguns sujeitos...
Rui Veloso, teve a sina
De estar no rol dos eleitos!

No céu há muitas estrelas...
As de brilho mais intenso
Até dá mais gosto vê-las
São mais talentosas, penso!

Cantemos um hino ao norte
Com sabor bem regional
Hino de carácter forte
O NORTE É MAIS PORTUGAL!!!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 19, 2006

DEUS CONDENA O DOPING!!!




Um novo doping surgiu
Só p'rós atletas de Deus...
O mundo jamais sentiu
Tanta atracção pelos céus!

Todos querem ir de graça
Na viagem p'ró Além...
Vil engenho, vã trapaça,
Esta loucura sustem!...

Virgens!!!, são setenta e duas!!!
Mais brilhantes que mil sóis
Dançando felizes, nuas,
À espera dos seus heróis!...

Tanta virgem, é demais!
Qualquer dia o estoque esgota...
Maomé, vê se parais
Co'a celestial chacota!...

Mandai cá um Mensageiro
Mudar as almas e as mentes
A saúde está primeiro
Há religiões doentes!!!

Rouxinol de Bernardim

Mentira caritativa... Ai rouxinol, rouxinol!




Um dia presenteei
Uma "perua" feiosa
Um poema lhe ofertei
Ficando toda vaidosa!!!

E mostrava a toda a gente
Como se fora troféu!...
O meu elogio ardente
Sentia-se então no céu!!!

Tem fasquia muito baixa,
Troçaram amigos meus,
Esteta que se rebaixa
A elogiar... camafeus!...

Matutei co'os meus botões
Como saír desta alhada...
De caridade, morcões...
Tenho a fasquia elevada!!!

Rouxinol de Bernardim

Ericeira, a beleza também se põe na mesa!




Terra de sol e de mar
Quem pela Ericeira passa
Tão bela e cheia de graça
Não pensa senão voltar!

Boa gente, terra calma,
Que bela gastronomia!...
Servida com simpatia
Que alimenta a própria alma!

E o olhar se vai nutrindo
Com paisagens tão gostosas
E as águas tão bonançosas
Parecem ao sol sorrindo...

Hospitalidade é lei
Que se impõe sem repressão
Aqui manda o coração
E a alegria... bem o sei!

Tamanho não é sinal
De valia ou formosura...
Ericeira, bela e pura,
Orgulho de Portugal!

Rouxinol de Bernardim

Rouxinol e Camões, um dueto afinado!

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos; Camões, o pessimista...
E, pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.

Mas não há casos perdidos,
É que a vida tem dois lados,
É via com dois sentidos, rouxinol de Bernardim,
Os maus serão castigados o optimista
E os bons serão redimidos!!!


Camões & Rouxinol de Bernardim

segunda-feira, setembro 18, 2006

VIANA, LINDA VIANA!




Viana, linda Viana,
Cidade tão altaneira...
O teu porte não me engana
Cidade porta-bandeira!
A maresia se casa
Com perfume do pinhal
E o meu coração se abrasa
Por te amar assim!... tal qual!
Viana, mulher tão bela
E de olhar tão cativante
A mais linda caravela
Que jamais sonhou o infante!
Caravela quinhentista
Com perfil tão sedutor
Tens a aragem de uma artista
Tens de Vénus o calor!...
Vem caír nos braços meus
Me abraça com frenesim
Nos perdoará o bom Deus...
Porque amar é mesmo assim...
Eu te afago e tu sorris
Cidade maravilhosa!
Te beijo os seios febris
Ficas toda capitosa!
Viana, linda Viana
São duas rolinhas mansas
Teu seio açucar de cana...
És o clímax!... se o alcanças!...
Viana, linda Viana
Tu és Vénus , eu sou Marte
Tu és toda filigrana
Tu és... uma obra de arte!!!

Rouxinol de Bernardim

Loucos à solta!!!



Há sempre alguém que persiste
Em corridas fatalistas!...
Fazer das estrdas pistas
Dá um final muito triste!!!

Há sempre alguém que persiste
Em andar em contra-mão
É louco a passar por são
Infelizmente 'inda existe!...

Há sempre alguém que persiste
Em conduzir sem seguro
Isto é bem verdade, eu juro,
Leva multa... mas insiste!...

Há tanta vida ceifada
Muito inocente também!...
Porque há malucos na estrada
Que não respeitam ninguém!!!

Rouxinol de Bernardim

domingo, setembro 17, 2006

O GRANDE IDIOTA!!!















Idiotas há um ror...
Na língua tende bom tento!
Muita atenção, por favor:
E quem se julgar isento
Pode até... ser o maior!!!

Rouxinol de Bernardim

sábado, setembro 16, 2006

A GRUTA...















Gruta e "terror"... bem juntos!!!
O poeta ia atacando
Corruptos, até fartar...
E estes lá matutando
A forma de o amordaçar...

Mordomias?, não senhor!!!
O poeta não vergava!...
Foram buscar o "terror"...
A ver se o amedrontava!!!

O "terror" era um mostrengo
Alimária fera e vil...
Coitado!!!... era burro e trengo...
Pois só tinha corpanzil!...

E o poeta não vergou!
Não arredou pé da luta!...
Com um laço o apanhou
E o meteu... em fria gruta!!!...

O IMPÉRIO...




A corrupção a mandar
Neste país sem justiça
Vai a Fátima rezar
Lê epístolas na missa...

Investigar?, não se pode...
Não há dinheiro p'ra tal
Mega-corrupção explode
Vai afundar Portugal!

Marajás das autarquias
E os sobas do futebol
Só fazem malfeitorias
E a Justiça nem lhes bole!...

Há fortunas de milhões
Há muitos Ali-Babá
Mas que corja de ladrões
Andam à solta por cá!!!

Prolifera a "vista grossa"...
Nesta Justiça caseira
Só o pobre vai p'rá choça
Porque tem leve... a carteira!!!

P'rós ladrões há protecção
E até ... são condecorados!
Nuncam viram a prisão
Podem ir... a deputados!...

A transparência morreu
E a culpa... morre solteira!
Que país este, Deus meu...
Só não morre... a escandaleira!!!

Império da corrupção
Portugal se vai tornando
É ladrão e mais ladrão
Cada qual... se governando!!!

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, setembro 15, 2006

Padre Américo! Um Ícone intemporal!












No teu rosto fraternal
Aura de amor vai brilhando
Sucedâneo paternal
Ao humanismo rumando!



À rua tu resgataste
Rapazes abandonados,
Homens bons, tão bem moldaste,
Homens sãos, civilizados!...

Tua jornada acabou
Servo da vinha sagrada,
A semente germinou
É semente abençoada!

Quantos gaiatos referem
Com orgulho bem vincado
Que façam o que fizerem
Não esquecerão o passado!

Pai Américo!, assim
Vale a pena ter nascido...
És exemplo para mim
Um ícone merecido!

Da obra não precisei,
Felizmente, tive um Pai,
Grato sempre lhe serei...
Vós que os tendes, os amai!

Em Penafiel perdura
Tua imagem tão serena...
Cheia de amor, a moldura
P'ra tão grande alma... é pequena!!!

Rouxinol de Bernardim

Penafiel, imperatriz do norte.

Sol a rodos, Zé Povinho!
As castanhas e água pé
"Ex-libris" do S. Martinho
Atraem muita ralé
Provando nozes e vinho!...

Castanheiros com bom porte
Altivo e senhorial
É credencial bem forte
Relicário intemporal
Desta imperatriz do norte!

Penafiel é diferente!
No estio, sua estopinhas!
No inverno, bate ao dente;
Gentes fortes, cá das minhas,
Carácter são, mas prudente!...

O granito secular
Impregna a alma do povo,
Como se fora um altar...
Oratório sempre novo
Mas... de idade milenar!...

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 12, 2006

FÉRIAS

Padre Abel Varzim: Cultura & Paz!


Em tempo de obscurantismo
Foi chama ardente de fé!
Culto e pleno de civismo
Lá remou contra a maré!...

Foi candeia, foi farol,
De antes quebrar que torcer...
Naquela noite... foi sol...
Foi a luz do amanhecer!

Aos humildes devotou
Acrisolado fervor
Muitos jovens amparou
Sendo guia e condutor!...

Em seu Cristelo natal
Seu exemplo permanece
De padre são, vertical ,
Daqueles que não se esquece!

Prostitutas converteu
Novos rumos soube dar...
Quem a ele recorreu
Jamais o irá olvidar!

Um ala-arriba!!!... merece,
Este homem libertador...
A cultura se enriquece
Com gente deste valor!...

Rouxinol de Bernardim