rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Tsunami presidencial



Afinal isto está tudo contaminado, já não é só na Madeira, meu Deus!....vou-me embora antes que também perca o juízo!!!




Tanta água, tanta manipulação, tanto tremendismo falacioso e demagogia catastrofista!

Então a criatura esteve em silêncio, deixando medrar a ideia da existência das escutas, por parte do governo, nunca a desmentindo como seria imperioso e racional, mas, a contrario sensu, contribuindo de forma cúmplice («eu não sou ingénuo...») e objectiva para minar a credibilidade governamental num período onde seria imperioso uma clarificação (sabendo-se agora que não houve nada a criticar ao governo segundo diz), porque manteve o silêncio? por que contribuíu, por omissão, para o germinar desse clima de suspeição susceptível de pesar na balança eleitoral?
Quando saíu a notícia (falsa ao que se vê agora) no Público, deveria desmenti-la de imediato! nunca cruzar os braços e assobiar para o ar, insinuando saber muitas coisas e só não as divulgar para não prejudicar a imparcialidade e a isenção; segundo ele, com ar seráfico e calculista, o momento próprio seria após o acto eleitoral!...

Não basta encher a boca de «rigor», «isenção», «imparcialidade» e... fazer o contrário!
Porque não foi exonerado o assessor aquando da publicação da notícia? Porque o foi só em vésperas do acto eleitoral? Talvez pelo discurso contundente do professor Marcelo alegando haver necessidade de um «puxão de orelhas»...

Enfim, falou aos portugueses como se fossem atrasados mentais e ele o suprassumo da eloquência, o guardião da moral, o detentor exclusivo do rigor. Patético, malabarista, vitimizador até ao ridículo.
Quem foi o manipulador da opinião pública: o governo, ou o próprio presidente?

Porque é que o Público não foi desmentido, logo?!
Os portugueses nao são ingénuos. Numa democracia autêntica, onde os partidos e os órgãos de comunicação social não estejam de cócoras, este caso dava origem a um processo de impugnação do mandato presidencial. E não ponho ponto de exclamação.

Isto é um «Watergate» ao contrário...
Isto tem todos os ingredientes para um filme (estilo «homens do Presidente»...) e na fotografia nem o presidente nem o assessor em causa ficam muito bem...

Com que cara se verá ao espelho depois do que disse aos portugueses, o supremo magistrado?


Conseguiu fazer o pleno das críticas nos comentários posteriores à sua intervenção, que foi considerada uma conversa de falar por falar... mais uma. Isto diz o DN com ironia e mordacidade contundentes!
Mário Soares diz-se perplexo e promete aprofundar o assunto no próximo Conselho de Estado. O assunto é grave demais para ficar esquecido no limbo da irresponsabilidade...
Enfim, este é o espelho de um sol tíbio e falso a que nem a peneira da vitimização consegue ocultar o cenário de patologia em que está mergulhado...
Será que o país ensandeceu mesmo?!

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domingo, setembro 27, 2009

Antevendo o DAY AFTER...

Uma das coisas mais cobardes que surgem neste contexto é o espezinhar o derrotado/a no dia seguinte ao acto eleitoral. Tanto mais degradante quanto é certo muitos dos detractores terem sido responsáveis pelo desastre... esquecendo que ele é colectivo.

Se a derrotada for a Dra Ferreira Leite (como as sondagens apontam... mas pode não ser) iremos ouvir, certamente, o vozeirão tonitroante do soba da ilha, acusando-a de tudo e de mais alguma coisa, esquecendo-se ele, que foi um dos responsáveis, no final do ano transacto, pelo seu enxovalhamento. Ele e Menezes, outro arqui-truão que a tentou denegrir de toda a maneira e feitio. Vergastaram-na de forma impiedosa. Depois ela cedeu ao seu populismo desbragado e começou a nomear segundo critérios que não eram os seus: Santana Lopes foi um paradigma. A corrente populista derrotada emergiu, e , por questão táctica, começou a louvaminhá-la da mesma forma que a tinha denegrido.

Cavaco Silva, com o devido respeito e ressalvando a sua ingenuidade, foi a causa próxima da sua derrota. Ninguém duvide. Aquela sarrabulhada em que meteu o pobre do Fernando Lima foi de caixão à cova!...

Não obstante toda esta entourage periclitante (para não dizer pior...) vai zurzir em si, vai dar-lhe cabo do juízo para afastarem de si próprios o ónus da derrota! O mega-truão da ilha então é especialista na autovitimização, tem currículo desde os tempos castrenses, é um lazarento por excelência!.

Insolente e malcriado até ao sórdido desbragamento tem a mania de intimidar (até o próprio PR...) com os seus tiques e as suas diabruras. É carta que mais desacredita o baralho da social-democracia. Dizer que é um ás de trunfo é anedótico, ele é o duque mais aberrante que lá existe! qualquer líder laranja tem que o colocar na penumbra e pô-lo em sentido, senão, nunca ganhará o país! digo mais: enquanto ele bolçar a comunicação social com seus vitupérios, lançando lava, baba e ranho por todos os poros, o PSD nunca sairá da cepa torta... mas vai surgir, no domingo, como a vítima número um do circo laranja...

Dra Ferreira Leite, se me enganar neste diagnóstico, peço imensa desculpa. Muitas vezes me engano.... não sou como Cavaco!

sábado, setembro 26, 2009

Magalhães volta a dar que falar!

Eu adoro o Magalhães! Se ganhar levo-o à cimeira do G-100 e o mundo inteiro tê-lo-á!


O G-100?! Nós no estado a que chegámos, nem no G-1000!...

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O PSD teve o «pássaro» na mão... deixou-o fugir...

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Razões da derrota iminente:

1- Colagem excessiva a Jardim, Valentim, Isaltino. Pode vencer na Madeira, em Gondomar e em Oeiras, mas perde no país. Paradigmas de democracia? Só um louco o aceita de boa mente!...

2- Ingenuidade do seu próprio «staff»: o recusar a utilidade do TGV e a sua pertinência (ainda que a dívida pública seja um entrave) depois de ter aceite o que o PSD aceitou anteriormente foi desonesto, imoral, estulto. Erro crasso. Não foi só ela a culpada! Belém, que não deve intrometer-se nos assuntos da governação, também meteu a foice em seara proibida!...

3- A inabilidade do PR na gestão do caso Fernando Lima e as alegadas «escutas»... Que imprudência !(passe o eufemismo...).

4- Inclusão nas listas de pessoas como António Preto (por motivos de foro ético...) e outros candidatos que geraram choque em cadeia... repulsa e hostilização previsível (caso de Santarém...). Não inclusão de jovens em quantidade e qualidade.

5- Discurso cinzento, contra o investimento, como se fosse ele o pecado original de Sócrates... sabendo-se que ninguém gosta de travões no progresso, de amarras ao desenvolvimento...

ASSIM: O desastre tornou-se ainda mais notório quando Manuel Alegre entrou a fundo acabando com certas crispações e reticências. No ombro- a -ombro da semana final foi sempre a descer...

Jardim faria pior do que ela, não duvido. Menezes idem aspas. O seu apoio foi o canto do cisne da candidata. Santana Lopes que se cuide. O efeito será arrasador na sua campanha!

PENSAR NO FUTURO:

Pessoas como António Borges ou Marcelo Rebelo de Sousa teriam ganho estas eleições com uma perna às costas... Se fossem lançados com a devida antecedência e com o aparato mediático similar ao de Jardim, claro!

Já era tempo de se começar a meter Jardim no lugar que merece!... no limbo!

sexta-feira, setembro 25, 2009

Parque Mayer, a nossa política...

Uma leitora dizia no post anterior que era digno de revista do Parque Mayer. Imagino agora a fogosa Marina Mota cantando este fado dedicado a uma famosa dama. Há quem me diga a quem assenta a carapuça?.



Já não quero o TGV
Não presta!, já não preciso,
Quis quatro!, nem sei porquê
Não estava no meu juízo!!!




Orgulhosamente sós
Já dizia o Salazar
Hoje, tanto tempo após
O «Botas» quero imitar!


Este nosso Zé Povinho
Se eu ganhar esta eleição
Andará sempre sozinho
Na cauda do pelotão!


O progresso é inimigo
Da fé, da religião,
Direi mais: é um castigo
Uma praga ... ou maldição!!!

Cai o pano e o Zé Povinho lança os ovos podres para o palco onde a política está, escanzelada e tristonha, a ser arrastada pelos seus seguidores para a sede do partido...

quinta-feira, setembro 24, 2009

SILÊNCIO ENSURDECEDOR!!!


«Eu, pecador me confesso!...»


Ainda há poucos dias o presidente da República queixava-se de que alguns assessores o aconselhavam a falar e nada dizer, ou seja «falar por falar...». Agora, vêm Pacheco Pereira e Miguel Veiga pedir ao PR para falar por causa da exoneração de Fernando Lima do cargo de assessor.

Alegam eles que o silêncio prejudica o PSD. Enfim, na iminência de uma derrota (dizem as sondagens...) procuram já um bode expiatório..

O PR não fala. Tem dificuldades notórias. Os conselheiros não sabem o que lhe aconselhar pois ele indo à praça pública zurzir neles, como o fez na conversa com jornalistas, devem também remeter-se a um prudente silêncio de Conrado.

Eu, rouxinol de Bernardim, ficcionei um fado. É uma oração do PR pedindo a Deus ajuda para falar e dizer algo de coerente. Não é fácil, todo o país já se apercebeu disso. Ele não é de apunhalar colaboradores, sobretudo tão antigos e tão fiéis como Fernando Lima. Também lhe custa arcar com todas as responsabilidades. É perigoso para o país, no actual contexto. Dizer a verdade toda pode não ser prudente. Dilema, trilema, quadrilema?!

Eis então a oração do PR (ficcionada, sublinho...) em que pede a Deus ajuda nesta hora de aflição:


SENHOR, EU TE IMPLORO!...
Oh meu Deus, Nosso Senhor,
Sinto em perigo o lugar
Despedi um assessor
E não sei... como explicar!....
Cumpriu ordens que lhe dei
Isso não posso ocultar
Isso nunca negarei
Cumpriu (com zelo) o lugar!
Que direi aos portugueses
Meu Deus, por favor, dizei!?
Penso demitir-me... às vezes...
Se alguém pecou... eu pequei!
Justo é que o pecador pague
Toda a culpa no cartório
Que não se esconda ou apague
Sob um... «bode expiatório!»
Eu, pecador me confesso,
Fui deveras imprudente
Ao país, perdão eu peço
Assumo o erro!... obviamente!
Cai o pano e o país inteiro aplaude. Era um vazio que se preenchia... e, sabe-se do passado, que o «horror ao vazio» explicou durante muito tempo, muita coisa!...
Até a pressão atmosférica!...

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quarta-feira, setembro 23, 2009

A "cassete" continua...







Eu aposto que se a Dra Ferreira Leite tivesse dez por cento do meu talento, não o asfixiava... exibia-o com orgulho! Ela quer uma asfixia para a própria democracia, disse-o ela, por um período de seis meses! Tanto tempo quanto LFM disse que levava para «desmantelar o Estado!!!» Isto é um DESPUDOR!!!

A asfixia democrática na Madeira é um facto. Leia-se o Público (2005). Um tal Tolentino da Nóbrega está no «olho do furacão»... é só ler o Público (1 de Outubro de 2005).


Dar graxa é condição sine qua non para a sobreviência...




Lá veremos qualquer dia (se é que não aconteceu já...) um outdoor de Jardim com estes dizeres: «Se quiseres paz e pão dá graxa ao Alberto João!»


O discurso político está impregnado de slogans propagandísticos que se repetem até à exaustão de forma enfadonha. Agora a questão da "asfixia" é usada como bandeira, como se fosse uma coisa original, nova, descoberta da pólvora...

Sempre houve, continuará a haver e quem detém o poder, seja no governo, seja nas autarquias, seja nos governos regionais a usa com desprezo total da vera democracia.

Indivíduos a abafar jornais e TV's __o PSD tem tantos telhados de vidro: Jardim, e tantos outros «jardins» ao longo dos anos...__ é o pão-nosso-de-cada-dia.

Apontam-se papões, adamastores, Átilas... sei lá... césares e bórgias é o que mais há!

Maquiavel regressa e olha à tua volta! a paisagem humana está no seu esplendor maquiavélico!
VERDADE NUA E CRUA: A asfixia é mais uma pandemia...

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sábado, setembro 19, 2009

UM PR SEM NORTE... À DERIVA!


__Manuel Alegre, o que acha destas cenas patéticas?!
__Durante a campanha eleitoral alguns candidatos disseram que não dormiriam descansados se Cavaco fosse eleito PR. Eu disse o contrário. Contudo, agora, começo a ficar preocupado. Isto roça o delírio persecutório!...







Sou dos primeiros a elogiar o PR quando merece. Mas também sou dos primeiros a criticá-lo quando extravasa e exorbita na sua função.
Há tempos alegou poder estar sob escuta. Desconfiava (segundo um assessor) do SIS. Desconfiava do governo, conclui-se. Devia investigar a fundo tal questão e depois pronunciar-se em público. Ou exonerava o governo, se se confirmasse esse abuso, ou pedia desculpas ao país (ou até, eventualmente, demitia-se do cargo...) , ao governo, ao SIS.

Com ar de quem tem algo na manga, dizendo que não é ingénuo... (mais uma acha de suspeição para a fogueira ), e concluindo que depois das eleições vai mandar investigar!

O país, atónito e perplexo, pergunta: mas por que é que ainda o não fez? anda só a alimentar a tal fogueira que importa fazer avivar na campanha eleitoral? Se já tem essa suspeita há muito (desde a visita à Região autónoma da Madeira, presume-se...) por que nunca mandou investigar a sério? Será que suspeita mesmo ou usa a arma da suspeição para pressionar a opinião pública, para se vitimizar?! Se assim for, estará a querer ser muleta do principal opositor?

Vale a pena ler o DN sobre este escândalo que envolve o PR e seus assessores...
As opinões de Joaquim Vieira (Provedor dos Leitores, do Público) pondo em xeque e contestando a praxis do próprio jornal e da Presidência da República (o próprio PR ainda se não demarcou do jornalista que encomendou a notícia... e se nada tem a ver com esta grave trapalhada já o deveria ter feito...) e de Mário Crespo num artigo incendiário no JN (ver aqui) em que se interroga (com toda a legitimidade e razoabilidade, convém frisar) se o PR ainda tem condições para se manter no cargo depois do impacto na própria campanha eleitoral, são de molde a ponderar algo de muito grave no período pós eleitoral...

Será que o PR está de novo a
falar por falar?!
Nota final: era bom analisar-se com profundidade e minúcia a reacção de Jardim a esta situação: elogio público ao PR, ataque desbragado ao governo, assumindo a denúncia e a suspeita como se fosse um facto consumado, uma acusação fundamentada!!! Pobre país que anda à deriva com gente que deveria pautar o seu comportamento por parâmetros de discrição e rigor, mas que, pelo contrário, é semente de suspeição, de desestabilização, quiçá de intriga palaciana...
Neste cenário rocambolesco aparece um tal Tolentino da Nóbrega que já usou uns papelinhos escritos por Jardim e por um seu assessor dirigidos ao sub-director do Jornal da Madeira, dando "instruções" e inventando cenas patéticas onde a vitimização forjada é delirante. Ver aqui no Vilacondense, vale a pena recordar agora...
Dava um filme melhor que o «voando sobre um ninho de cucos»! Mas de um quilate patológico mais refinado! Isto é de loucos: loucos varridos!
Acusam o DN de falta de carácter mas esquece o Público que já roubou não e-mails mas papelinhos supostamente enviados para o lixo e não totalmente destruídos como seria mais sensato. Foi então manchete no Público e deu gozo ao país inteiro. Agora o Público é a vítima e o gozo não é menor. O povo português assiste, de camarote, a estes delírios rocambolescos perguntando se em matéria de vitimização Cavaco Silva estará a seguir as pisadas de Jardim... será que o país ensandeceu?
Faz fala um psiquiatra na Presidência da República. Talvez o professor Afonso de Albuquerque fosse o candidato ideal na actual conjuntura. Homem perseguido pelo COPCON no tempo da revolução, tem a tarimba ideal para lidar com os loucos montados no cavalo do poder e que não sabem montar...
Era bom que lessem o livro de D. Duarte, o Eloquente: «A arte de bem cavalgar em toda a sela»! ; qualquer candidato a PR deveria fazê-lo para não caír aparatosamente... como caíu Cavaco Silva!
NOTA FINAL: Hoje, dia 21 de Setembro, pelas 17:15 minutos, tive conhecimento de que finalmente teria sido exonerado do seu posto o jornalista Fernando Lima. Custa a crer que tenha demorado tanto esta tomada de posição. Será que é o cordeiro sacrificado, o bode expiatório, puro e simples?

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quinta-feira, setembro 17, 2009

A VERDADE, por onde anda?!

Será possível o abastardamento da democracia ter chegado a este ponto? Pessoalmente soube que no tempo em que o major Loureiro militava nas hostes laranja tal se passava, mas em Lisboa, com o imaculado Preto (hiper-imaculado, segundo a Dra Ferreira Leite!) e a vestal Helena Lopes da Costa?!
Depois de ter sido apanhado com as malas cheias de notas, por motivações pouco lisonjeiras, agora surge isto! É caso para dizer: este, se for eleito deputado, não é pessoa de boa nota!
Não é possível!!!

Será que a VERDADE anda travestida de maledicência?!

É esta a democracia, a tal onde o povo é quem mais ordena? Os compradores de votos (almas?) andam por aí...

Por estas e por outras MFL vai mudar de agulha! é o que diz o SOL! Será que vai meter a cabeça na areia no tocante ao TGV ou vai insistir na asneira de que só interessa aos espanhóis?!

Faz-me lembrar a argumentação do Partido Comunista quando se fizeram as auto-estradas com o auxílio de verbas europeias: «As estradas só servem para os camiões TIR entrarem no país e deixarem as mercadorias deles! Só servem para as multinacionais descarregarem os seus produtos

É este primarismo (RADICAL) que um político SÉRIO, intelectualmente honesto, íntegro, deve evitar. A mulher de César, além de o ser, também deve parecer, SÉRIA!

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Durão Barroso reeleito.


Deve ser motivo de orgulho para todos nós a sua reeleição para a liderança da UE. Muito embora tenha caído nas garras de Bush aquando da invasão do Iraque, tenha tomado algumas posições um pouco "à direita" (para o gosto de alguns...) é de facto uma figura de peso e na nossa história recente a mais importante a nível mundial.
Contam-se pelos dedos de uma só mão essas figuras. A "marca Portugal" precisa de pessoas com este carisma. Agradeceu a Cavaco e a Sócrates o esforço na sua reeleição. Sintomático!

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quarta-feira, setembro 16, 2009

FRASE OPORTUNA

«Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Quanto à primeira não tenho a certeza


Albert Einstein

Os brasileiros chamam "conversa mole para boi dormir" àquelas conversas de treta que alguns políticos usam (e abusam) para nada dizer palrando, palrando, palrando...

Assim, espantem-se todos os cidadãos de boa fé deste país, quando o próprio presidente da República afirma recorrer ao estratagema de falar, falar e nada dizer... a conselho dos seus assessores... que raio de assessores são estes?!

Que país é este, meu Deus? O presidente da República trata os cidadãos como atrasados mentais?! Que falta de respeito!!! que abuso! que insolência!!!

E votamos nós nesta criatura que se permite gozar com a ansiedade daqueles que mal ouvem uma comunicação dele julgam que vai dizer coisas graves, sérias e... afinal... ele sai-se com esta confissão que mais não é que um atestado (de desprezo?) pela própria democracia!... e pelos cidadãos ingénuos que ainda acrditam na objectividade, bom senso e seriedade intelectual do supremo magistrado da nação. Falar aos jornalistas (que são os porta-vozes do povo...) desta forma é um autêntico atentado à boa fé.

Nota: quem não acredita (admito que ainda haja quem),leia aqui!

Que mais nos irá acontecer, Deus meu?!

FRANCAMENTE!




Em tempos pensei em votar na Dra Ferreira Leite. Ela olhava para a esquerda da mesma maneira com que olhava para a direita. Era discreta, honesta, credível, espontânea...

Agora, vejo que passou de moda, está ultrapasada, usa tiques próprios de autocratas. Diria mais: de demagogos!


Sou a favor da moda, sobretudo da moda intelectual. Respeito-a sem ser escravo dela.

Não, não me refiro à roupa, aos liftings, ao botox, ao silicone. Aí, tudo bem, cada qual faz o que pode. É jogo em que não entro mas respeito quem procura melhorar a imagem.


Mas a roupagem verbal, o vestuário mental, esse preocupa-me. Só uma pessoa fora de moda diz que o salário mínimo roça a irresponsabilidade. Um político moderno, interclassista, com sageza e sentido de Estado, dirá: «o salário mínimo pode ser um mau sinal para certas empresas em dificuldades, precisando de apoios fiscais e de uma certa flexibilidade para sobreviverem, mas ainda é baixo se comparado com o nível médio europeu, e, dentro de algumas empresas que atravessam uma fase mais airosa, ainda pode ser considerado baixo!"


Um político moderno, desempoeirado, não dirá que o TGV é um frete aos espanhóis! Dirá assim: " o TGV, no actual contexto económico-financeiro é um desafio arrojado, uma prova de fogo, mas há que a superar se quisermos ter uma visão de futuro, estratégica de médio e longo prazo!...só os "Velhos dos Restelo", os pessimistas doentios é que não são capazes de aceitar desafios, de superar adversidades, de ir à luta"...


A Dra Ferreira Leite quando disse que era uma questão estrutural e uma coisa intrinsecamente boa , nunca referiu a triste boutade do frete aos espanhóis! Fazê-lo agora é não ter a noção do ridículo, não saber distinguir o sentido de Estado da oposicionite aguda que é a doença infantil (ou senil) dos demagogos! No poder uma cara, na oposição outra! Este Janus-PSD já nos habituou a isso; com a Regionalização foi a mesma treta! No poder era a favor, depois foi contra (salvo algumas honrosas excepções...).


Ainda não sei para onde irá o meu voto, mas para ela não! Jamais! é muito mal vestida intelectualmente!


Ela sofre de botabaixite aguda em grau doentio!... é de um radicalismo estulto!...

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domingo, setembro 13, 2009

O debate sério e clarificador!...







Não, não se falou do Freeport. Não se falou da licenciatura. Ninguém abordou os projectos do engenheiro na Covilhã.
Falou-se de política a sério. E falou-se bem.
Analisaram-se os contextos das declarações e as situações em que as palavras foram proferidas, as decisões tomadas. Falou-se na redução do défice até ao início da crise. Enfim, foi esclarecedor e de nível bastante elevado, este debate.
A Dra Ferreira Leite não gostou de ouvir citar referências suas a ânsias privatizadoras: na saúde, na educação, na segurança social. Não gostou de ouvir o contraste entre as sua voz forte e constante contra a não cobrança de portagens nas SCUT's e o silêncio ensurdecedor no seu programa sobre o assunto. Oportunismo? Interrogou Sócrates. Não, apenas silêncio, tão só, disse ela.
Sócrates invocou os benefícios para as empresas (diminuição de custos, agilização de transportes, facilitação de comércio, factor de maior competitividade) com a criação de autoestradas no interior. Focou a necessidade de minorar os custos de interioridade, de igualizar o interior ao litoral (na medida do possível), a necessidade de investir para criar actividade económica e postos de trabalho; ela disse que era fomentar o despesismo. Que tristeza, meu Deus! Tanto pauperismo intelectual, tanta fanfarronice nas entrevistas dadas, e ali, frente ao seu maior rival, com a oportunidade de o vergastar forte e feio perante toda a gente, meteu a espada da verborreia na bainha da mediocridade e ficou pasmada a ouvi-lo!...Sem replicar com desenvoltura, sem justificar graves acusações que vai fazendo por esse país fora!
Quanto ao salário minimo, depois de ela ter dito que era uma irresponsabilidade (achou-o demasiado elevado!...), agora, no seu programa fechou-se em copas e nada disse. Ninguém sabe o que pensa sobre o futuro no tocante a esta matéria.
Enfim, o Titanic MFL levou um enorme rombo no casco e JS, o icebergue frio e clarificador, ficou à vista de todos como o único candidato a ter capacidade e até passado credível para pôr a casa em ordem. entre um e outro há quem diga : o diabo que escolha! Agora, depois disto, eu direi: o diabo já escolheu!!! ele aposta na Dra Ferreira Leite!...
Sócrates, ao seu melhor nível: clarividente, sem aquela ferocidade truculenta que o faziam aproximar de Jardim, mas mais sereno, irónico, zombeteiro até!...Atirou as cartas para a mesa e mostrou o jogo, não fez bluff... ela ficou estupefacta, boquiaberta, não deu a réplica que se esperava e que a sua catilinária prévia anunciava...
Manuela Ferreira Leite abúlica, pasmada com esta argumentação certeira e apontando ao vazio (calculista?) do seu programa cheio de omissões em coisas realmente importantes, em que era imperioso tomar posição, dizer o que vai fazer, mostrar qual o caminho a seguir. Ela foi escalpelizada (passe a metáfora) até ao mais ínfimo pormenor com o bisturi da sátira, da elegância verbal, da inteligência crítica. Nunca tantos espectadores foram tão bem elucidados em tão pouco tempo!
Pura estultícia é dizer-se que o TGV só interessa aos espanhóis pois vão receber mais fundos europeus por ser projecto transfronteiriço!então, face ao seu raciocínio, ela traiu Portugal quando assinou com os espanhóis um acordo em que o TGV era muito mais vasto e tinha ramificações mais dilatadas! Foi crime de lesa-Pátria o acordo então celebrado?!
Sócrates abriu o livro, ela fechou-o. Sócrates mostrou o que fez, porque o fez, nas condições objectivas em que houve necessidade de tomar decisões corajosas: contra os corporativismos instalados, contra os despesismos supérfluos, contra a irracionalidade económica adjacente a uma estrutura anquilosada e a precisar de reformas. Assumiu o risco da impopularidade das medidas tomadas. Fê-lo sob o imperativo de defesa dos interesses da comunidade em detrimento dos interesses das corporações. Ela, como fazem todos os populistas, procurou capitalizar os naturais descontentamentos, sem um distanciamento pedagógico como seria timbre de um estadista. A questão do TGV e os ziguezagues e cambalhotas por ela executadas são paradigmáticas...
Ela não foi capaz de usar a mesma frontalidade, a mesma linguagem de verdade e de criticismo objectivo, refugiou-se na abstração, no silêncio, no «não disse por que não acho importante dizer!», «não escrevi porque não achei necessário falar sobre isso!»
Um político não pode ser um economista (tout court!), tem de possuír outras valências: cultura geral, espírito de humor, ironia, poder de encaixe, poesia, oratória fácil, expressão facial, capacidade de exposição, voluntarismo anímico, espírito espartano, humanismo... enfim, tem de ser aquilo a que António Sérgio, pedagogo e paladino do associativismo cooperativo, designou por um homem integral! homem ou mulher, é óbvio!...
Enfim, ela foi o retrato fiel do seu programa: ambíguo, impreciso, inócuo, insípido, fugindo à objectividade como o diabo foge da cruz. Com ela ao leme, Portugal iria ter uma enormíssima cruz!

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O «pecado mortal» dela...


quinta-feira, setembro 10, 2009

CONTO ERÓTICO!




NOTA PRÉVIA: O autor não se responsabiliza por danos cardíacos sofridos pelos leitores que ousarem ler até ao fim...
Os especialistas designam o fenómeno por sublimação. Trata-se de uma capacidade que têm as pessoas apaixonadas de transformarem o ser amado numa coisa perfeita, sem defeitos, sem sombras de pecado, fazendo que exalem um permanente perfume afrodisíaco; os próprios defeitos, a existirem, são transformados em excelsas virtudes, tal a força desse mecanismo...
Enfim, ela estava nesse estado. Já entradota, balzaqueana em duplicado, com os atributos físicos em notória decadência, mas com a mente desperta e disponível para amar.
O «Príncipe» a princípio não lhe mereceu grande euforia. Manteve-se discretamente distante e fria até. Não aceitou convites para festas nem o mimoseou com piropos próprios de quem corteja. Não, não foi amor à primeira vista.
Mas, quando Cupido lhe lançou um dardo directamente ao coração, ela cedeu; a tentação da carne foi mais forte, a líbido ferveu como água numa panela de alta pressão. Estava derretida por ele. Começou a colocá-lo num pedestal dourado, elegê-lo como paradigma, como objecto d e culto até.
Não, não seria uma espécie de «bezerro de ouro», não, não era. Talvez um boi Ápis de conotação faraónica. Ela cultuava-o e incensava-o como uma vestal supostamente o faria num templo romano. a ele, ao seu Prínicipe encantado, ao seu boi Ápis, objecto de culto...
Todos os defeitos dele__ e eram muitos e notórios__ela os colocava num altar, o altar da sua idolatria assolapada.
E então declarou-se publicamente. Dignou-se ser cortejada na sua própria casa, nos seus domínios. Foi lá expressar o seu acrisolado amor, a sua extremosa devoção.
E teve afirmações grotescas de admiração e de enlevo só capazes de serem proferidas por quem está sob os efeitos desse estado de espírito. De noite sonhava estar entre os seus braços e ser beijada por ele com sofreguidão e volúpia desmedidas. O êxtase final era quando ele falava e se declarava a ela, de forma profundamente romântica e patética, pelo excesso, pela pieguice!
Mas o clímax máximo, passe a redundância, foi quando ela disse que o iria imitar na sua praxis quotidiana.
De noite, entre os lençóis, ela imaginava-se primeira-ministra. a mandar papelinhos ao Dr Marcelo Rebelo de Sousa, tal qual o outro fazia na sua ilhota. Rezavam assim esses papelinhos: «Professor, dê porrada no Sócrates, faça aquilo que combinámos em tempos!», «Dê uma cacetada no Jerónimo, esse bruto quer vir para o poder e está sempre a capitalizar o descontentamento popular!», «Olhe, não se esqueça daquela antecipação estratégica. É preciso chamar-lhes "ladrões" antes que nos chamem a nós!», «Prepare o terreno para uma subida de impostos, diga que é o resultado de anos e anos de socratismo!», «Dê uma coça naqueles que me chamam de Pinóquia... sabe bem que foram as circunstâncias adversas que me levaram a suspender o processo democrático! Mas é só por seis meses, como já em devido tempo eu tinha alertado!»
Depois, bem, depois ia agarrar o telefone para lhe dizer:«Tenha cuidado, mande os papeis para o fogo, não vá acontecer como na Madeira onde o Público foi buscar aquelas cenas caricatas que ainda hoje fazem parte do anedotário nacional!»

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terça-feira, setembro 08, 2009



Liberdade, Liberdade

Bocage exclamou um dia

É não calar a verdade

Não ter medo da asfixia!

Pedem sempre Liberdade

Os que estão na oposição

Espezinham-na à vontade

Quando têm poder na mão!

Estas forças castradoras

Da verdade paladinas

No poder são opressoras

Da Liberdade assassinas!

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segunda-feira, setembro 07, 2009

QUEIROZ, SONOLÊNCIA ATROZ!!!


Isto não me cheira nada bem, diz ele com os seus botões...
Pudera!, a jogar assim, só toques e mais toques no meio campo, sem homens a sério na área, sem cruzamentos da linha de fundo, sem acutilância, apenas domínio de jogo inócuo e consentido, que esperar?
Há que meter dois pontas de lança na área! Há que retirar o trinco e pôr lá alguém rápido que dê cobertura aos centrais e vá à frente apanhar as bolas perdidas e alimentar o ataque!
Há que penetrar pelos flancos, sempre que possível e não afunilar ou rematar por cima ou para as mãos do guarda-redes!
Amigo Queiroz!, tire a roupagem do futebol bonitinho estilo brinca-na-areia e vista o fato macaco do pragmatismo e da eficácia! se o não fizer estamos condenados ao insucesso!
O Portugal de Queiroz
É bonitinho, sei bem,
De uma ineficácia atroz
Pragmatismo já não tem!
Na área não entra, não,
Tem passes em abundância
Rendilhado em profusão
E... só remata à distância!...
Dois pontas-de-lança vivos!
Na grande-área a tabelar
Remates mais incisivos
Os golos não vão faltar...
Trincos a mais é defeito
Não dão elasticidade
Passes perdidos a eito
Falta de agressividade!
Queiroz assim não vai lá
Equipa sem fulgurância
Na área já ninguém está
Só remates ... à distância!
NOTA: fui dos que apoiei a escolha de Queiroz. Mas a sua prática desiludiu-me. Com esta matéria prima tem obrigação de ser mais agressivo, mais expedito, mais acutilante. Assim, com tácticas moles, sem agressividade (sem risco...) não vai a lado nenhum!

DIÁLOGO COM DEUS!

«Se alguém fala com Deus, é santo. Contudo, quem ouve as palavras de Deus, já se trata de um problema de âmbito psiquiátrico».


__Meu Deus será verdade que há asfixia democrática em Portugal? Será que há uma nova pandemia que poucos conhecem mas muitos sentem os efeitos?
Meu Deus, Vós, que tendes sido Pai ausente, respondei-me, senão perco definitivamente a Fé em Vós!

Meu filho! Tenho os julgamentos inadiáveis lá no céu, lá não há processos Casa Pia ou quejandos, lá a justiça funciona e tenho de estar sempre em cima dos factos. Mas, agora, com esse teu apelo lancinante, vou responder. Mereces uma satisfação.

Seria alucinação? Seria mesmo Ele? como que para desfazer as minhas dúvidas, a voz prosseguiu, fria, audível, vinda lá dos confins da galáxia:

Sim, há asfixia sim senhor! olha aí na tua vizinha Póvoa, onde Macedo Vieira sem mexer uma palha consegue que ninguém seja advertido de que a água da praia está imprópria para banhos! Ele nada diz, nada faz, mas os jornalistas, de rabinho entre as pernas, nada dizem, nada publicitam e até os dísticos alertando para o presumível atentado à saúde pública foram retirados... Olha na Madeira, onde Jardim consegue calar até jornais! Aí sim, ele faz com que o JM seja oxigenado com vil metal enquanto que o DN é asfixiado com veneno letal!
Olha no Porto, quem quiser fazer intervenção cultural sem carácter laudatório não terá incentivos, pois claro, asfixiam-se as críticas, asfixia-se quem quiser corrigir algo que esteja errado, asfixiam-se os intelectualmente erectos, chamando-lhes maledicentes...Sócrates faz o que pode nesta selva a que alguns ainda persistem em chamar democracia mas que toda a gente de bom senso chama asfixiocracia. Sabes meu filho, vocês têm um provérbio que resume magistralmente essa situação: «o medo guarda a vinha»!

Acordei, caí da cama. Tinha adormecido a ler a carta que enviei ao professor Cavaco Silva aquando da minha demissão do PSD. Falava na asfixia do Jornal Semanário, então presidido pelo dr Victor Cunha Rego. Cavaco nem sequer deu cavaco a essa carta! ele, que é tão contra a asfixia, ele que na Madeira foi tão profundo e audível perante a asfixia jardiniana!...

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domingo, setembro 06, 2009

Madaíl e Queiroz que dupla atroz!!!




No Brasil foi o que se viu! Agora, na Dinamarca, quando era preciso marcar golos, vai para a primeira parte sem um único ponta-de-lança!!!
Só trocas de bola em zonas inócuas, só rodriguinhos sem eficácia, só remates de meia distância que mais não eram que passes ao guarda-redes!...
Depois... depois já era tarde. Eles foram eficazes. Meteram o autocarro à entrada da área. Os atletas bem se esforçaram mas o dispositivo táctico da primeira parte, muito bonitinho para exercer pressão mas sem pragmatismo óbvio pois não chegávamos à grande-área...
Já lá dizia o outro: «rei fraco faz fraca a forte gente!»

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Rio e flores, soberba paisagem...

Tudo isto é poesia:
Neste quadro magistral
Flores, quem não aprecia...
E a folha seca outonal?!

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sábado, setembro 05, 2009

Porque será?!


Após uma brilhantíssima presença no Parlamento europeu, conseguindo entusiasmar os seus pares e até os adversários mais reputados, foi votado ao ostracismo de forma inexplicável. Será que está preparando o DAY AFTER?!
Ele, que encheu páginas e páginas do JN com panegíricos à Dra Ferreira Leite, será que prepara agora a sucessão? Ou, a contrario sensu, irá encabeçar uma força alternativa, um Partido-fénix capaz de fazer renascer das cinzas a lusa glória?
O país interroga-se. O mistério adensa-se. Os apoiantes ficaram perplexos com a sua exclusão. As gentes da bola e do ciclismo, onde sempre se moveu com mestria, ficaram boquiabertas. Como foi possível? como se pôde prescindir de um talento multifacetado, como o seu, como se foi tão longe ao expurgar a sua sapiência do areópago europeu por excelência? a sua experiência, o seu prestígio caldeado ao longo de batalhas gloriosas onde a sua verbe e o seu talento oratório ofuscaram adversários ferozes e deixaram um rasto de eloquência que ainda hoje é recordado com respeito, admiração, quiçá inveja pelos adversários!
O seu perfil democrático, o seu apego à liberdade e o seu despojamento são paradigmáticos. Ele é um potencial primeiro-ministro, um presidente da República, in ovo. Aqui fica o aviso à nevegação.
Consta que o poeta VGM tem já entre mãos um panegírico poético que o irá alçapremar ao pódio, onde faz falta, de onde nunca deveria ter sido apeado, onde tem por direito próprio lugar cativo. Os deuses da política por vezes são dotados de ingratidão. Ou, longe vá o agoiro, seria essa erva daninha que por aí pulula, a mexer os cordelinhos? Refiro-me à inveja, claro...
O país precisa de todos. Mas precisa ainda mais daqueles que já se foram da lei da mediocridade libertanto, à custa do seu valor intrínseco, sem cunhas, sem safadezas promocionais na comunicação social, sem ameaças de partir loiça, sem ambicionites agudas que são típicas dos fracos, dos frustrados, dos eternamente condenados à vala comum da História, à valeta do ostracismo!

Voaram do baralho da TVI!...

Em verdade, em verdade vos digo, nada tenho a ver com tudo isto! Foi só para prejudicar o PS! Ela deveria continuar até à eleições! até gostava de saber de onde partiu a ordem. Suspeito que veio de Espanha! quem sabe se não foi o Saramago?! Seria o Valentim Loureiro, que pediu ao Pinto da Costa, que deu instruções à Carolina... que, por sua vez...!? Ou seria a Manelinha para se vitimizar?!!!
Ele lá foi... tinha a Gripe V! (queria voar, voar... para a Luz... Foi feita a sua vontade!)

Ela tinha a Gripe B! (era só «botabaixo»... lá foi... zarpar mar largo, mar das vitimizações...)

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Triunvirato!!!

Eu tenho dois amores
Excelsos generais
Dois ínclitos doutores
Referências morais!


Não sei qual hei-de amar
São dois grandes talentos
Ambos vou cativar
P'ra cumprir meus intentos!


Um vai p'ra Santarém
Terra de gente boa
O outro em mente tem
A conquista de Lisboa!


Ambos vou proteger
E dar apoio intenso
Com eles vou vencer
Assim espero, assim penso!


Se a derrota surgir
Não digam que perdi
Que a saibam assumir
Por inteiro, pedi!


Eu tenho dois amores
Ninguém me leve a mal
São dignos de louvores
Dignos de Portugal!

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quinta-feira, setembro 03, 2009

Saudades, quantas saudades!...

«A mim já me ofereceram milhões para ir para o Real mas eu, embora monárquico, não abandono os dragões, o Porto precisa de mim, carago! E a Elisa Ferreira é muito melhor (em termos humanos, claro...) do que a Merche... serei dragão até morrer, carago!»
«Quando eu for para o Real Madrid, espero ir um dia, vou ter saudades desta pernoca tenrinha e gostosa que até dá vontade de comer! ai que saudades...»

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terça-feira, setembro 01, 2009

Humildemente peço perdão!...











Entendo que o acto de contrição só dignifica quem o pratica. Se é sério e fruto de arrependimento. Por isso aqui vai o meu. Publica e desassombradamente, sem medos...

Ela e o marido já há mais de trinta anos que não vinham a Portugal. Ele, fora para S. Paulo ainda jovem. Ela, de origem japonesa mas radicada desde menina em terras de Vera Cruz era a primeira vez que cá vinha. Ficou deslumbrada com as cerejeiras e com as camélias. «Parece que estou no Japão», dizia ela embevecida ao contemplar o quintal onde ao lado de uma palmeira gigante se observavam algumas cerejeiras e japoneiras de porte médio.
Uns dias antes eu dera-lhe um livro para ler, nos tempos livres. Era de minha autoria: «Portugal no coração!»

A propósito dele, ela confidenciou-me: «Gostei muito de o ler. Fi-lo de um só fôlego. Chorei muito quando li a descrição do funeral daquela enfermeira francesa. Você devia gostar muito dela, para escrever de forma tão sentida!...»

Eu tive vontade de rir. Mas por respeito contive-me. Lembrei-me de Fernando Pessoa, quando dizia que o poeta era sempre um fingidor... Também eu, na minha ânsia de dar verosimilhança e credibilidade à pequena história romanceada, me aprimorei, me excedi até; a riqueza do pormenor, o ar abatido com que fiquei ao escrever aquela passagem, em que também a mim me vieram as lágrimas aos olhos, foi algo que ainda recordo; tal como os actores no palco, também eu, na tarefa da escrita, procurando criar uma atmosfera convincente, me vi envolvido na trama e fiquei fascinado e agarrado `a personagem, que, diga-se em abono da verdade, nunca conheci, mas por quem me apaixonei deveras... A Catherine jamais sairá do meu imaginário!...

Então, pedi desculpa à senhora japonesa e disse-lhe que era tudo ficção, fruto da minha imaginação criadora. Ela, com ar desolado, deu-me uma palmada amigável e desabafou:_
__Os homens são todos uns impostores!

Enfim:


«A mulher que eu mais amei
Com paixão tão doentia
Foi aquela que criei
Com a minha fantasia!...»
(Ver aqui)

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