rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

terça-feira, janeiro 24, 2017

IRONIAS DE JANUS





O país anda atónito. O povo estupefacto. A estranja olha para nós com um misto de indignação e de comiseração...
E o caso não é para menos.
Então não querem saber que se descobriu um novo surto de terrorismo, tendo  origem cá em Portugal?
Ameaça alastrar e gerar efeitos pandémicos. Há que travar já o flagelo, como se fosse uma peste negra.
Este afloramento tem contornos sui generis: é o terrorismo justicialista, aliado ao terrorismo jornalístico! Aquele dá o mote, este, amplia-o, dá-lhe contornos catastrofistas, virais, infernais!
Uns juízes cinzentões, estilo manga de alpaca, funcionários públicos sem alma, atrevem-se a enxovalhar banqueiros e políticos com insinuações absurdas e concatenações diabólicas, só por inveja, por ódio.
Nada de concreto, nada de substancial, apenas fazem umas extrapolações, umas conexões maldosas, para extrairem conclusões apocalíticas que ferem a honra e bom nome de pessoas de bem, que se dedicaram à causa pública de alma e coração. Imagine-se que até.
 a generosidade (excessiva, segundo os tacanhos juizes) é contestada em moldes completamente iníquos! Ajudar mulheres carentes onde foi crime?!Cristo não ajudou Maria Madalena, perante a ira dos fariseus? Passa-se agora o mesmo cenário! Ipsis verbis!
Pessoas honestas, com carradas de honra,  prenhes de  bom nome, veneráveis e venerandas,  a serem postas em xeque por ignóbeis criaturas cuja imaginação delirante as perturba e dá azo a insanidades sem conta. Os jornais (alguns, entenda-se) parecem cães de fila, farejando rastos e pistas lançadas pelos imprudentes  juizes. Outros, não, pois são superiormente liderados por pessoas de bem, com respeito, autênticos generais prussianos que nunca se amotinam por mais trapalhadas que surjam no horizonte.  Estes sim,  são fiéis, os outros, infiéis,  no limiar da mais ominosa criminalidade. Patológicas criaturas ombreando com os seus mentores, os juizes! Dá que pensar! A inveja é a mãe de todos os vícios!
Que fazer? Perante este cenário dantesco e   podendo estar  em causa a saúde mental da população, __as instituições ameaçam colapsar, o próprio regime, poderá (como aconteceu com o Estado Novo) entrar em implosão,__ há que tomar medidas enérgicas sem medos nem tibiezas! é uma calamidade pública!
A questão é gravissima!  com a saúde pública não se brinca. A saúde mental da população começa a estar em jogo. Há que tomar medias. Pôr em tratamento psiquiátrico esses juizes e esses jornalistas que são vítimas de esquizofrenia aguda  e, isso sim, são uma ameaça para a estabilidade, são fonte permanente de crispação. O PR já alertou para isso...A crispação é fonte de instabilidade, causa danos colaterais, inibe o investimento estrangeiro, agita os mercados financeiros...

Homens bons, que patrocinaram com rios de dinheiro o futebol, essa religião sacrossanta que anima o povo, que prendaram escritores de bem, com respeito, muito respeito ao poder e às instituições, são agora, vilipendiados, enxofrados de forma vil, com uma devassa insana ao seu modus actuandi em prol de engenharias financeiras modernas  onde a generosidade sem fronteiras impera.  
A inveja, essa erva daninha precisa de ser erradicada, já, antes que alastre a outras profissões. O ódio, um ódio visceral ao que é moderno e ao que é sofisticado, manifesta-se nesses indivíduos que visam única e exclusivamente o terror para intimidar, paralisar. Mas jamais cederemos ao terror, jamais capitularemos perante o ódio, nem nos deixaremos abater por tais criaturas sem alma, sem carisma, uns cinzentões armados em estrelas refulgentes. Só conseguem fama__ essa ambição desmedida é norteada pelo desejo  insano de serem famosos, já se vê.__ .à custa do ataque miserável a pessoas de bem, gente com passado, que fez coisas. Que fizeram eles até agora? Nada, de nada, só mexem e remexem em papeis, em computadores, em telefones e gravadores. Nunca fizeram estradas, nem pontes, nem piscinas, nem campos de futebol. Uns parasitas, uns invejosos num estado demencial. a precisarem de tratamento e internamento urgente.!!!
Contudo, o povo é fixe, é sereno, o  povo não se deixará contaminar. Já deu a sua decisão: juizes e jornalistas para otratamento psiquiátrico
Banqueiros e políticos, que sejam condecorados, louvados em estátuas e livros, muitos livros, onde o seu carisma e o seu fulgor mediático sejam enaltecidos e que o povo os guarde para sempre no esplendor da sua  eterna gratidão!

R. de Barros
Nota: para ler com óculos de ironia...

domingo, janeiro 22, 2017

Entrevista com o Pato Donald

R de B - Agora que és presidente, que vais fazer, Donald?!
Donald - Boa pergunta. Mas,  o segredo é a alma do negócio, tens de compreender que nada te direi...A não ser que me proves que devo abrir-me...
R de B - Mas, Donald, o mundo está ansioso, há tantos a dizer mal de ti, que és misógino, xenófobo, que estás debaixo da pata soviética...
Donald- Ainda bem que me falas nisso. a pata soviética não existe. Há sim o meu amigo Misha, esse que foi mascote nos Jogos Olímpicos de 1980 e que é meu grande amigo. Sabes, está neste momento ao leme da Rússia...
R. de B. - O quê? Será possível?!

Donald - Em verdade, em verdade te digo. O Misha ajudou-me na campanha e temos uma parceria muito bonita. Estamos a preparar o mundo para um novo tratado de Tordesilhas... A dupla Donal e Misha vai dominar o mundo dentro de alguns anos..

R de B - Não acredito. São  tudo tretas. A UE é que vai dominar o mundo, e depois, há a China a Índia, enfim, um leque de países com aspirações a essa liderança...

Donald - Nós temos a chave do sucesso: a supervigllância, a linguagem encriptada,  Wikileaks vai jogar a nosso favor. O Big Brother de George Orwell vai ser uma realidade com a nossa superespionagem. Vamos dominar o mundo inteiro.

E de B - Em Portugal como vai ser? estou ansioso por saber o que reservais para este povo heróico  que já deu novos mundos ao mundo...

Donald - Já estudei muito da vossa história: o infante D Henrique, o Navegador, mas também o Alves dos Reis e o Ricardo Salgado. Tudo gente cheia de imaginação e criatividade. Copiaremos as coisas boas e evitaremos as más. Já ouvimos todas as gravações dos processos: «Monte Branco», «Face Oculta», Operação Marquês», «Apito Dourado», enfim, estamos superdocumentados sobre os portugueses mais influentes. Da Velha História e da Nova História...

R de B - Que destino reservais para a União Europeia? 

Donald - Ela vai cair de podre como aqueles frutos amarelecidos das árvores.  Os árabes com o seu terrorismo belicista vão destruí-la por dentro. Iremos assistir de camarote a essa implosão. Angela Merkel  __ essa ingénua útil__ será destronada do seu pedestal e a velha europa irá desfazer-se. Norte contra sul, devedores contra usurários, especuladores contra vítimas dessa especulação, enfim, já existe o caldo de cultura para essa metamorfose,  preciso é potenciar e exacerbar os conflitos que o resto virá por acréscimo...

E de B - Mas acredita mesmo que o Misha tem capacidade para ser um fiel aliado? ele não é de confiança. a CIA já anda de olho em si. Não teme ser assassinado, como aconteceu com Kennedy?

Donald - Eu não tenho medo. Já me vacinei contra ele. Olha, o Brexit  já foi uma consequência deste nosso acordo. Mas ainda a procissão vai no adro. Os próximos capítulos serão empolgantes. Talvez Portugal faça um xeque mate à união europeia dentro em breve... Aquela dívida  vai galopar até ao insuportável. Ela foi cozinhada nos bastidores. O BCE serviu-se da ingenuidade de alguns políticos /que pensavam a dívida era só "para gerir"...) para vos lançar esse garrote letal. Depois, o povo lusitano, farto de apertar o cinto e andar a reboque de decisões tolas, contraditórias (na agricultura, nas pescas, na indústria, no ensino, na tecnologia de ponta...) irá dar o grito de ipiranga...Já não falta muito...

terça-feira, janeiro 10, 2017

Entrevista com... «O VELHO DO RESTELO»






Ei-lo aqui, nado e criado pela imaginação fulgurante de Luis Vaz de Camões apregoando os malefícios da aventura marítima...


Fui ao céu visitá-lo. Estava sentado num cadeirão, cofiando a barbicha grisalha, falando com António Mourão, um famoso fadista português, de outra geração...

Cumprimentei-os e pedi ao Velho do Restelo a sua opinião sobre a Geringonça e o estado do país:

V. do  R. - Olha, Rouxinol, para te dizer a verdade não esperava tanto. O actual governo tem cumprido minimamente, é claro e contado com um Jerónimo com elevado sentido de Estado e de uma Catarina Martins muito voluntariosa e empenhada, Nunca pensei que o partido comunista e sua entourage estivesse tão pragmático e se deixasse do criticismo doentio que era a sua imagem de marca. E o Bloco de Esquerda está de parabéns. com esta postura ponderada e serena (mas sem dizer nas entrelinhas que consigo no poder seria bem melhor...) está a criar condições para atingir o poder a prazo.

R de B--Estou surpreso! O Velho do Restelo, o pessimista mais famoso da nossa história, numa crise?!
V do R - Nada disso! Sou realista e prudente. Também pragmático. Esta Geringonça, como lhe chamam está, para já, a dar cartas. Mas o futuro poderá ser muito mau. Os ventos para já estão de feição. o pior é se o BCE deixar de dar aquela maozinha que tanto tem ajudado nos juros baixos. Bem sei que a dúvida pública sobe em espiral e com as políticas semi-populistas tomadas,  poderá dar para o torto. Temos a recapitalização da CGD, o caso dos SWAP's(essa maldita questão que Londres vai arbitrar), temos alguns bancos em situação estratégica periclitante, todos sabemos que o crédito mal-parado e os activos tóxicos são uma pandemia. Contudo, a reposição do poder de compra de alguns segmentos foi positiva e não desencadeou, para já, efeitos colaterais perigosos. Esperemos que a nau Portugal rume a porto seguro...

R de B - Acredita que não será necessária uma renegociação da dívida? Irá tudo correr sobre esferas?

V do R - Sabes R de B, tu ainda pareces mais pessimista do que eu. Sei bem que aqui no céu temos outro conforto, não nos falta nada, e vocês na Terra, têm facturas para pagar, falcatruas de políticos trapaceiros para suportar, epidemias, vandalismos, terrorismos, terramotos, vulcões, tsunamis, eu sei lá, reconheço que agora onde estou, no céu, posso pensar de outra forma. admito a tua estupefacção. Mas nunca deixarei de ser o Velho do Restelo!

R de B - Se estivesse em Portugal na hora que passa que medidas tomaria?!

V do R - Gosto dessa objetividade. Mandaria já para a China todos os jogadores de futebol . Os treinadores também. E árbitros, temo-los do melhor que há, porque não?
E até os comentadores são uma especialidade que encantaria os chineses. E aquele ZOO HUMANO da TVI, em que a Teresa Guilherme aparece a atiçar paixões estilo Cupido, poderia ser exportado para os países árabes, seria uma pausa naquele terrorismo doentio. em vez de passarem a vida a querer matar e morrer, deleitavam-se a ver umas brejeirices que não fazem mal a ninguém. Leituras belicistas do  Corão fazem da Terra um inferno. Nós cá no céu já nem podemos ver os noticiários da Terra, apagamos logo as televisões. Isto vai mudar. Mas vai demorar o seu tempo. O espírito de humor, o sarcasmo, a sã rebeldia da juventude irá transformar a Terra Até eu, que sou um símbolo do pessimismo, acredito no bom senso e na capacidade de regeneração do ser humano...Daqui a uns anitos verás que tenho carradas de razão...

PORTUGAL JÁ SEM MORDAÇA.....






Lá zarpou desta vida, contrafeito
Amou a poesia e a liberdade
Adorava Lisboa, com vaidade
Viagens... e gravatas... um defeito!

Direito à indignação, bem reclamava
Neste Portugal Livre e sem mordaça
Chamou-lhe "FIXE", a sua populaça
A outra... por "Bochechas" o tratava!

Do país foi bandeira e porta-voz
Seu legado merece o meu apoio
Mais Luz que treva, trigo, mais que joio!
Nem santo nem vilão.... foi um de nós!

Ramos de Barros