rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sexta-feira, março 30, 2018

Centeno, onde andas tu?!!!

Afinal a recapitalizaçao da CGD vai para o défice?
E as promessas que tinham sido feitas?

sábado, março 24, 2018

FOME & CORRUPÇÃO, que parceria!!!



O senhor PR vem falar sobre fome em Portugal. Um escândalo, uma vergonha (ele diz que também tem), mas não vai mais além. Era imperioso que fosse.

Enfim, se falasse sobre o sarampo, de imediato vinha à mente dos cidadãos a vacina. Agora falar de corrupção e do seu combate frontal e permanente, é o  que deve estar na linha da frente para se evitar a fome. Fome e derivados: miséria, desemprego, emigração forçada,  prostituiçao.

Falar só da fome não chega. É como se fosse uma febre. É precisa ir à causa profunda, ao mal que está na sua génese. O que mais há é gente que rouba, desvia, subtrai valores aos cofres do Estado a sair nas televisões com ar de vítima, com insultos à justiça, com ameaças veladas ao sistema judiciário em geral. 
Testas-de.ferro há-os em todas as actividades, até há escritores que têm testas-de-ferro para os assessorarem e  gente do sub-mundo a colaborar... 
E alguns juizes, então, nem quero falar...
Este, então é DEMAIS!!!

sexta-feira, março 23, 2018

Eunuco, subproduto do sistema






Poeta eunuco está na moda

Os eunucos do sistema
Ñão ousam contestação
Querem espertinho, o poema,
Aliam-se à corrupção.

Poetas castrados, sim,
À cata de sinecura
Ingénuos?, nem tanto assim,
Subprodutos de incultura...

Sanguessugas do poder
Ao seu lado sempre estão
Receiam o maldizer
Podem perder a ração...

Parasitam fundações
Sempre ao sabor da corrente
Só vénias, genuflexões,
Tão servil e espertamente!

Contestar é uma tolice
Dizer améns dá prazer
É normal a vigarice
É natural corromper...

O sistema está montado
Patrocina esta cultura
Escrutinar é pecado
Lá se vai a sinecura...

O poeta tão espertinho
Calculista e cortesão
Usa branco colarinho
Silencia a corrupção.

Poeta dócil, hermético,
Incapaz de maldizer,
Vazio, senil, patético
Eunuco, escravo... do ter!

Poeta castrado é
Incapaz de escrutinar
Curvado, mesmo de pé...
Sempre, sempre a gatinhar...

Rouxinol de Bernardim



quinta-feira, março 22, 2018

VELHACOCRACIA, OU CHOLDRA?!





O Dr Miguel Cadilhe,  com profunda ironia,  chamava velhacos aos nossos políticos (alguns, claro...) que conduziram o país a uma deriva perigosa. Eça de Queiroz há  quase dois séculos apodava de "choldra" a governação de então. Comparava Portugal à Grécia em termos de mediocridade, corrupção  e provincianismo. Tudo se mantém na mesma, infelizmente.
Agora, depois do que se sabe sobre o antigo primeiro ministro e ex-recluso 44 de Évora, os estudantes de Coimbra (alguns, como é óbvio) convidaram a criatura para dar uma palestra sobre a crise.
Tudo lhe serve para ter palco, ter mediatismo, ter  banhos de multidão.
Os estudantes não têm um resquício de vergonha na cara, senão, iriam procurar outro talento para explicar a origem do mal. talvez o Ricardo Araújo Pereira fosse mais indicado.
VER AQUI A SUA CARTA A JOSÉ SÓCRATES

Falar,  fala ele, parece uma picareta falante. E não dá réplicas a ninguém, os jornalistas que tiverem a ousadia de fazer perguntas incómodas ele enxovalha-os em direto.

PERGUNTO EU:

Quando a jornalista Fernanda Câncio lhe perguntou (ao telefone) se já teria acabado o dinheiro do Freeport porque não reagiu com vigor, insultando-a também pelo atrevimento? Não, nada disso, calou-se que nem ratinho. Quem cala consente... diz a sabedoria popular...
E quando ela lhe disse que não era normal um ex-primeiro ministro ter uma casa em Paris e montes de massa (insinuando algo que todo o país sério e responsável insinua...) porque não lhe disse na cara que o apartamento não era seu, era apenas arrendado a um amigo? E que os "montes de massa" não eram dele, mas de um grande amigo? Estas escutas lançam a sua tese para o pântano... o pântano dos pântanos...

Pergunto a mim próprio o impacto negativo no tocante a investimento (privado/externo) que teve o conhecimento público do escândalo Freeport? Sim, quem quer investir num país em que o próprio primeiro-ministro é tido por corrupto?
Os danos colaterais provocados na esfera económico-financeira de Portugal foram  enormes. Quantos milhões fugiram de Portugal? A própria bolsa de valores,  ao saber~se  isto,  foi lesada,  pois os investidores saltaram fora do barco. Os portugueses foram todos lesados por ele. O impacto foi terrível, as agências de rating, pouco a pouco foram refletindo a tormenta que se avizinhava e nós pensando que era má-vontade, birra, preconceitos. 
A enxurrada de prejuízos arrastou a própria banca para o descalabro. Os negócios obscuros com Ricardo Salgado e  toda a teia envolvente são algo de monstruoso e colocam José Sócrates  num patamar  elevado no que toca a destruição do tecido económico-financeiro do país. Dizer, como ele disse alto e bom som, que "a dívida é para ser gerida"! Como se o seu montante em relação ao PIB fosse irrelevante, como se o peso cada vez maior dela , fosse despiciendo e sem qualquer significado!!!

O TGV seria uma inovação benéfica,  ninguém contesta. Contudo, o contexto era de todo em todo desaconselhável. Investimento capital-intensivo, com pouca incorporação de tecnologia e mão de obra nacional, seria mais gasolina para a fogueira. Se houvesse robustez económico-financeira, se a dívida não fosse a galopar, se a conjuntura dos mercados não fosse tão asfixiante, para nós, talvez fosse aceitável. Contudo, cego e surdo, levou a sua teimosia até aos limites incompatibilizando-se com o próprio ministro das finanças. Os juros, nos mercados  financeiros, roçavam os sete por cento!!! Criou condições para a vinda da TROIKA, apesar de dizer que a não queria. A austeridade foi imposta coercivamente do exterior, por culpa da sua má gestão. Mas afiança agora que a austeridade foi um ajuste de contas ideológico!!!
Como se a ideologia tivesse as costas largas! Como se pode ser tão infantil e primário neste raciocínio! ?Sacudir a água do próprio capote e lançá-la para cima da "ideologia", Ingénuo, falacioso, hipócrita! E vai dar "orações de sapiência" este pândego, este charlatão de feira!!!
Estudantes de Coimbra,  vós  perdestes uma boa oportunidade para "praxar" a criatura mais responsável pelo nosso estado, pois se não é o pai da crise, é, pelo menos um deles...

Proponho-vos um desafio. ENTREVISTEM A CRISE!!!
Era uma peça teatral altamente pedagógica no atual contexto. Se Gil Vicente fosse vivo, certamente não perderia oportunidade de fazer chalaça sobre isto. Sejam criativos e não boçais, como Sócrates!
Ela,  D. Crise,  que seja chamada,  aí , a Coimbra,  e diga de sua justiça! ela sim. E o zé Povinho de Bordalo Pinheiro, também. Era um diálogo interessante e altamente pedagógico!

Talvez Filipe La Féria tenha aqui um bom argumento para entreter (pedagogicamente) os portugueses...

José Leite de Sá



Rir ainda é o melhor remédio. Não nos livra da crise, mas  ajuda a espairecer!

terça-feira, março 20, 2018

Guterres em Lisboa

https://www.dn.pt/portugal/interior/investimento-de-portugal-na-diversidade-tem-de-continuar-com-grande-persistencia----guterres-9193751.html


António Guterres secretário geral da ONU e o Sheikh Munir líder da comunidade islâmica

Foi de uma lucidez impressionante. Na comemoração dos cinquenta anos da comunidade islâmica em, Portugal -Guterres foi ao cerne da questão: os radicalismos são perversões e existem em todos os quadrantes.
 Lúcido, construtivo, pedagógico.
Enfim, há joio no meio do trigo,  bem sabemos. Por isso não se pode generalizar. Aberrações sempre houve e haverá, até no insuspeito budismo, como referiu e bem António Guterres sobre o recente episódio de perseguição a uma minoria muçulmana em Mianmar.

Ao Sheikh Munir, personalidade forte, clarividente e sensata, também devemos este oásis que é Portugal, quando vemos a proliferação de belicismos patológicos em tantos países europeus. A comunidade islâmica está bem integrada e ao Sheikh Munir, em grande parte, se deve, essa postura pacífica e  dialogante. As autoridades__ incluindo António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, com o seu magistério de influência, e a sua sageza __tudo têm feito para que este convívio se torne cada vez mais sólido e pacífico.
Oxalá o exemplo de Portugal frutifique e dê "novos mundos civilizacionais ao mundo"...

José Leite de Sá

quinta-feira, março 08, 2018

Papa Francisco, acaba com isto!!!

Um padre italiano, Luca Morini, foi acusado de desviar dinheiro da caixa de esmolas e extorquir fiéis para contratar prostitutos. O sacerdote, que é ainda acusado de tráfico de droga, terá também chantageado um bispo para encobrir o caso. O escândalo foi denunciado por um prostituto, Francesco Mangiacapra, que achou suspeito um simples padre de paróquia levar uma vida de luxo, com jantares nos melhores restaurantes e hotéis de Roma. Mangiacapra denunciou o caso à diocese de Massa Carrara, mas a denúncia foi abafada e o prostituto contactou então o programa de TV ‘Le Iene’, que, além de revelar vídeos do padre a consumir cocaína em orgias com prostitutos, descobriu que este estava constantemente a pedir dinheiro aos fiéis, mesmo durante a confissão, em troca de "proteção divina". A polícia descobriu também que Morini forçou o bispo a ignorar a denúncia inicial e a transferi-lo discretamente de paróquia, ameaçando tornar públicos "factos desagradáveis" sobre muitos padres. Mangiacapra compilou, entretanto, um dossiê explosivo com os nomes de 40 padres homossexuais que recorriam os seus serviços, bem como relatos de conversas e fotos explícitas trocadas nas redes sociais, e enviou tudo ao Vaticano para expor a hipocrisia e a "vida dupla" dos sacerdotes.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/padre-extorquia-fieis-para-pagar-prostitutos

Eis aqui, em todo o seu esplendor, o padre Luca Morini, um novo Frei Tomás em versão italiana...



Pergunta-se:é lícito "abafar" isto para proteger a imagem da Igreja Católica?! Estas cenas podem repetir-se e gente desta só tem um caminho: rua com ela!

A Igreja Católica só tem um caminho a seguir, o da Transparência!!!

O antigo sistema de ocultar tudo para proteger a Igreja deu no que deu. Um vero líder não é o que protege os subordinados em todas as circunstâncias. É aquele que dá exemplo e impõe disciplina. Se o não fizer está a compactuar com a corrupção, a imoralidade, a promiscuidade. Há que varrer este lixo! Enquanto ainda é tempo.

segunda-feira, março 05, 2018

Rangel, "clone" de Sócrates?!!!

O semanário Sol de 3 de Março , na sua página cinco mostra com pormenores chocantes toda a gama de ilicitudes perpetradas por Rui Rangel, juiz da relação de Lisboa (entretanto afastado do serviço) e toda a corja que cirandava à sua volta. As escutas revelam como Rita Figueira (em conversa com o próprio pai) revela tudo ao pormenor, escancarando perante o espanto das autoridades,  o modus operandi desta rede.

Testas-de-ferro, ex-mulher, dinheiros sujos, enfim, toda a parafernália  que usava José Sócrates, está aqui, no mesmo esquema de lavagem de dinheiros obtidos de forma  censurável.

Que dizer da justiça com agentes desta envergadura? Que dizer de uma democracia, de um Estado de direito que assenta nestes pilares?  O pântano da promiscuidade mais vil,  o pântano dos pântanos!!!
E a pergunta que se impõe é esta:

__Será que esta prática está a ser seguida por outras entidades? Se isto se passou durante tanto tempo, será que há que implementar novos mecanismos de controlo, mais eficazes e mais céleres? As promessas que lhe foram feitas sobre uma nova universidade onde seria o supra-sumo, mostram à saciedade o culto a esta "vaca sagrada" que se movia na comunicação social como um novo midas de pés de barro...

Quando vemos autarcas exibirem sinais exteriores de riqueza e de ostentação (férias, viagens, esbanjamentos  "generosos"...), será que?!

Ao nível da consciência coletiva assiste-se ao medo patológico de algumas pessoas enfrentarem isto. "Não me meto em política!," "Sempre foi assim e sempre será!",  " salvar o mundo só dá chatices!", "cada qual que se meta na sua vida!"__ são estes os sinais exteriores de indiferença, de medo, de aceitação tácita deste estado de coisas a lembrar muito o medo que imperava no antigo regime...